quando eu sinto saudades de nueva york, vou direto ao passive-agressive notes. aí eu vejo a cara e o estilo dos americanos – e a saudade passa.
30/05/2007
29/05/2007
tempo que resta
minha tia resolveu quer era hora de ir embora, e foi. não deu bom dia, não tomou café da manhã, nem batizou os beiços com o cafezinho que acalma o bucho antes das refeições – simplesmente partiu, muda e seca como se não respeitasse a nossa exigência familiar implícita de que as visitas precisam esperar pelo café protocolar, servido em xícaras cor de âmbar duas horas antes do almoço. saiu pela porta do lado, precedida por um tufo de ar quase sólido e esbranquiçado, desses que dominam a respiração e fazem os olhos marejar porque tem cheiro de lavanda e couro novo. saiu, embrenhou-se pela névoa, invocou sua hipocondria e agradeceu pelos 45 quilos inalteráveis ao longo de uns setenta e tantos anos de vida. agora estava mais leve, bruma, podia largar os peitos murchos para que fossem tocados pela atmosfera pesada e indistinguivel. tirou do bolso do saião uma lasca de carne de porco oleosa, embrulhada com pele de frango. largou pelo caminho a maleta de remédios, as sapatilhas baixas e discretas e os que a viram se dissolver porta afora, incrédulos.
25/05/2007
23/05/2007
earth intruders
saio do trabalho e dou uma passadinha naquela “vernissage” que tava rolando numa loja modernosa dos jardins. recebi o convite e fiquei animado por ter champanhe de graça, pra dizer a verdade, mas secretamente estava investindo na vã esperança de me surpreender com algo (sou metade idealista, já falei). ao final das contas as obras tinham um aspecto tão barato que bateu um constrangimento filho da mãe. fiquei sem chão. não sabia onde pôr as mãos, dava um ou outro golinho no champanhe (que era bem mediano) e olhava pro teto pra desviar dos inquisidores sobre mim: quem é aquele moço malvestido e com mochila nas costas, totalmente dissonante da maioria? olhava pra artista e pensava no quanto a cara de pau é apreciada pelos paulistanos. tinha umas bichonas ricas, estilistas famosas, que arreganhavam seus milhões para comprar as estatuetas de gesso malpintadas. do lado da pobreza disfarçada, as fashionistas, todas grudadas em uma afetação uníssona, salpicada de óculos gigantes e calças grudadinhas nas pernas finas , soltavam uns risinhos e trocavam juras de devoção e amizade eterna – mas quando um deles saía da linha, por um segundo que fosse, as outras faziam caretas e reprimendas. não entendo muito esses universos. não consegui disfarçar minha cara de repúdio quando tentaram me extrair uma opinião sobre as obras – e essa foi a deixa pra pegar um vôo direto pro refúgio seguro do meu lar.
nADaH kOmu aCoRDAH…EstICah AxXx peRnaxXx I KOMe 1 SaNDUixXxE BEM gorDUrOSU…… dPoixXx…vc PeGAH 1 ONibUxXx…dISci 3 poNTuxXx ADiantI i Tah Nu TRABALHu……
A vIDaH Em MiguxXxeIxXx Eh mtu + koLoRidAH!!!!!
21/05/2007
não deixe de visitar o zulieta newz, um compêndio noticioso (hhaha) que vou compartilhando ao longo do dia.
tenho uma vista panorâmica (temporária) para uma pessoa muito bonita, que tá lá na varanda tirando fotos de senhoras bem conservadas. a postura curvada conversa com a câmera. os olhos semicerrados se comprimem entre uma testa proeminente e um sorriso contido – e isso me chama a atenção. há um quê de expressão vulgar jovem e inacessível, lugar-comum, com ângulos que vão do estranho ao belo e ao hediondo. são os espectros que me atraem, os fantasmas que escapam na pele. a história do corpo pouco importa. muitos detalhes passam despercebidos, porque meu olho tá acostumado a ver o que interessa. recebo um olhar curioso de volta – quem são esses olhos grandes que me observam? – ao qual não retribuo porque não sei dar continuidade a esses jogos e nem sei se é o caso – provavelmente não.
18/05/2007
acabei nem indo na casa do patrão de marusa. acordei tarde que só, porque ontem foi o aniversario da minha vizinha e ficou uma ruma de maloquero batendo tambor a noite todinha, foi uma luta pra eu conseguir dormir. pensei até em chamar a policia, mas aqueles traste não servem pra nada, preferi não gastar uma ligação do celular. mãe falou que a outra lá disse pra eu aparecer por lá, mas aposto que foi só pra se passar por educada, porque ela sabe muito bem que eu não vou nessas festas de gente bêbada e fedorenta a cigarro. deus me livre de ficar mal-vista na vizinhança, né? porque eu conheço uma menina que um dia foi na casa do lado pedir pra usar o telefone e todo mundo ficou falando que ela tava dando pro dono da casa. a mulé do cara ficou danada, pegou e deu uma surra na menina até ela ficar toda estrupiada na rua – e tu pensa que o povo ajudou? ficaram só olhando a outra apanhar feito um cachorro. e daí, né? se ela quer dar pro vizinho, apois que dê. deus me defenda de vizinho, num dou nem bom dia, por mim pode até morrer que não tô nem aí. achei muito cabimento essazinha aqui do lado me chamar pra festa dela, porque tá na cara que não sou dessas coisas. não sou cachaceira nem sou chegada nessas porquera que eles comem. tô com os cabelo fedendo a fumaça de churrasco até agora, passei a manhã todinha lavando com o melhor shampoo que eu tenho, dei um banho de creme mas mesmo assim a catinga da festa não sai. sim, porque a zuada e a fumaça iam tudo direto pra minha janela – mas tu acha que vou chamar a policia? eu mesmo não. os lençóis tão tudo fedido, vai ser luta lavar isso depois que voltar pra casa hoje.
17/05/2007

os trabalhos de julian beever são extremamente cafonas, mas convenhamos: a técnica é bem convincente. tudo feito em calçadas, em plano reto.
aviso!
quem já separou o modelão pra ir assistir a drawing restraint no resfest, um aviso: é o filme mais descompassado, mal feito e irritante do planeta – nem a trilha da björk salva. não digo isso por ser incapaz de entender um filme de “arte” (cof! cof! cof!), mas porque a proposta é realmente ruim, a execução deixa a desejar e as histórias paralelas não geram um todo relevante. e é longo, jesus, como é longo! não há “momentos” de alívo estétivo, nada que estimule por um segundo ou dois. matthew barney quis parecer provocador e significativo, mas acabou parindo um filho maçante. somente para punheteiros e afins.
a tentação de marusa
agora danou-se porque marusa quer por que quer que eu vá fazer um serviço na casa da patroa dela e eu não quero de jeito nenhum, porque seu apolinário vai ficar o dia todinho me passando sermão. tá por fora, meu fio, basta um dia longe dessa casa pra dona salete morrer de fome, adriana deixar as calcinha dela em tudo quanto é lugar, o menino caçula ir dormir sem tomar banho e a gata imunda cagar a casa todinha. o problema é que o patrão de marusa paga um dinhero bom que só e eu tô querendo comprar uma televisão de… prata? pausa? pata?… daquelas bem fininha, sabe? damião comprou uma pra silmara que é a coisa mais linda do mundo, tá pagando em dez… aí eu pensei, se aquela biscateira tem uma, eu posso ter também – tá vendo por que ela se casou com damião? foi só pra ter as coisas, meu filho. eu mesmo não preciso de macho nenhum pra me dar as coisa, ainda mais um traste preto e feio como aquele. apois o dinhero do patrão de marusa dá certinho pra inteirar a primeira prestação, vou ligar pro seu apolinário amanhã e dizer que tô doente.
16/05/2007
uma das minhas ilustras na tpm, versão online (na revista é mais bonito, viu?)
15/05/2007
o dia em que silmara casou e derramou o molho da salada
dia desses, voltando do serviço, silmara chega e fala que tinha uma surpresa pra mim. ia se casar com damião dali uns dias. fiquei bestinha, meu queixo foi lá no chão. era só o que me faltava você se casar com um homem que você conheceu não faz nem duas semanas, tome juízo. mas silmara é uma kenga, não tem jeito. uma kenga que quer casar pra ter marido pra chifrar, ou você acha que não é por isso? eu conheço aquela rapariga. mas aí tá, foi lá e pum, alugou um vestido por nao sei quantos mil reais, não sei de onde ela tirou tanto dinhero – por certo é os home que dá, né? aí pediu pra minha mãe fazer umas 300 coxinha e risole, botou uns frangos pra assar e parece que comprou bem uns cinco quilo daquelas farofa pronta no supermercado, sabe colé? aí eu falei pra mãe pra nao dar presente nenhum, porque já é demais, né? pede as coxinha, num paga e ainda quer presente? aí chegou lá no dia, tudo pronto, todo mundo lá na igreja de fátima, uma ruma de gente alinhada, cheiro danado de perfume na igreja. o noivo de silmara, o tal de damião, é bem pretin – pense num home feio é esse tal de damião – tava lá, balançando as perna de nervoso. deu uns 10 minutos aparece silmara na porta da igreja, um vestidão arrastando pela porta afora, ia até as escadas, uns menino véi horroroso trazendo as aliança, acho que era sobrin de damião, fei, fei, pareciam umas cria de satanás – deus me perdoe. aí casaram e se beijaram e saíram da igreja com um monte de gente jogando arroz e fazendo aquele labafero na porta da igreja. eu nao cheguei nem perto. mal a mal fui assistir o casamento. pensa que eu fui na festa depois? só sendo! mãe foi e disse que foi bom que só. o povo ficou dançando até não sei que horas. silmara derramou molho de maionese no vestido e depois caiu bêbada agarrada com damião – achei foi pouco, por mim podia quebrar os dente tudinho. ainda bem que não fui nessa baixaria. tu acha que eu sou mulher de ir em casamento de kenga? não, sério: tu acha que eu vou nessas porquera? deus me defenda. kenga quando casa traz é mal agouro. vou convidar aquela ali pro meu casamento é nunca. agora eu tive que vir lá de casa pra cá sozinha, porque a princesa tá em lua de mel. se eu fosse a patroa dela botava era ela na rua – desde quando lua de mel é desculpa pra não vir trabalhar?
os cabelos de silmara
pois silmara, aquela kenga, chegava no terminal parque dom pedro e a primeira coisa que fazia era soltar aqueles cabelo dela. soltava e dava aquela mexidinha assim, sabe, que nem a de propaganda de shampoo? os home tudo dizendo “ah, uma dessas la em casa”. aí é que ela gostava. segurava os peito e fazia – uh! – puxando os bicho pra cima, empinando, pra parecer que os bicho eram duro, né? aí ia andando pro serviço se achando. usava sempre aquelas blusa da lycra, sabe colé? aquelas brilhosa e ligada no corpo. eu tinha era ódio de andar com aquela kenga, porque eu não sou dessas não, um homem pra me ter, meu fio, tem que rebolar muito. era uma frescura tão grande com aqueles cabelo, chega me dava gastura. podia nem tomar vento, repara.
11/05/2007
ricochetear
atendi a uma ligação estranha hoje de manhã e resolvi pôr logo um ponto final ao assunto – quando a gente começa a aprender a dizer não, o negócio vai longe. fui convidado para uma festinha logo mais e, milagre da natureza, aceitei. tá na hora de aproveitar essa conjunção astral que favorece meu relacionamento com as pessoas. isso só acontece uma vez a cada dez anos e o momento pede um basta na devassa que andei fazendo no meu círculo social. o f. falou que eu tenho muito poder sexual e, se quiser, posso levar muita gente pra perdição. ha-ha-ha. eu só quero, quando quero, pessoas impossíveis. se liga, bicho.
ah, para reforçar: falei que os trâmites astrais estão favorecendo relacionamentos, não que eu tenha passado a acreditar nos outros.
10/05/2007
papa-jerimum
esse papa anda com óculos escuros gucci, sapato prada, mantas desenhadas pela noblesse do design italiano, anda sempre colado a um assessor bonitão e ainda tem coragem de condenar o casamento homossexual?
dias de intensa movimentação alérgica, nariz inchado, olhos feridos, dor de cabeça e a sensação de se estar caminhando na corda bamba. entra e saem agulhas, gotas e bolinhas adocicadas que, teoricamente, curam.
09/05/2007
baixe o tão comentado livro sobre o roberto carlos aqui
é uma vergonha a justiça brasileira ter decidido a favor do “rei”, que vai destruir mais de 11 mil livros alegando “invasão de privacidade”.
08/05/2007
- mas aracy! somos noivos e você se afasta de mim! por que?
- a gente se afasta das pessoas com mau hálito – pergunte ao dentista, gilberto.
de um comercial de pasta dentifrícia da década de 50.
primeiro veio aquela dor no ventre, pensei que fosse morrer ali mesmo, na calçada da rebouças com a brasil. uma dor tão aguda, tão penetrante, parecia que mil e trezentas agulhas se ocupavam em retalhar meu abdome. tomar um táxi e chegar em casa, a cinco minutos dali, foi como fazer a grande travessia de mãos dadas com moisés, perdido em meio a um deserto sem fim, sob sol quente, entre a dor e a busca por respostas – de onde, afinal, vinha aquele turbilhão? a ausência de uma resposta provocava pensamentos repetitivos. era preciso ter fé, muita fé em alguma coisa. a dor escorria, implacável, inundando meu recheio, gerando ondas de calor e serpeteando cordas grossas que estalavam na minha cara. a barriga tremia, fazia barulhos estranhos. vi os prédios familiares da minha rua, e a dor apertou. “é logo ali depois do sinal, moço. pode parar naquele prédio de portão verde. isso, esse mesmo. quanto foi?”. consultou uma tabelinha, 9 reais, fique com o troco. quatroze andares pra cima num elevador lento e suado que sempre está parado no oito. desce tudo, sobe tudo mais seis. entrei no banheiro, tentei dar vazão à minha suspeita, mas não era nada intestinal. deitei na cama, tentei relaxar, meditar, o que se passa comigo meu deus?, e pus as mãos sobre a barriga. tremeu, mexeu, revirou. fui no hospital, tomei soro, dormi, voltei, sobe mais 14, cama e sono. acordei no dia seguinte pior do que já estava. desci na farmacia, comprei o remedio prescrito pra casos de emergência e engoli logo uns três comprimidos com um chá forte e escuro. dei dois passos e caí morto na cama.
dois dias depois, quando acordei, a barriga continuava mexendo, mas não havia mais dor. intrigado, passei a mão com mais cuidado, mapeei com a ponta dos dedos e senti, redondo e agitado, um pequeno demônio protestar contra a minha invasão.
07/05/2007
i ♥ vice

é bom poder desmanchar-se sobre uma poltrona confortável, com luz adequada, meio vaga, hesitante, para ler seus stendhal-etc., beliscar uns salgados fritos, mágoazero, e trocar o canal da tv com o os dedos do pé, sem ao menos prestar atenção ao que está passando. cheia, quase vazando, a taça de licor rancoroso vai saturando aos poucos – sedimentos mais leves em cima; os mais pesados e cristalinos, embaixo – as pedras mais fascinantes nunca vêm à superfície. a língua escasseia a espuma e vai mapeando o espaço com toques ásperos. ao final, era tudo uma grande mentira bonita.
04/05/2007
hairspray

acabaram de encerrar o remake de hairspray, clássico dos anos 80 de um dos meus cineastas favoritos, o john waters. o engraçado é que o papel que coube à gloriosa divine na primeira versão ficou com o john travolta (!). fiquei curioso pra vê-lo gordo e travestido. michelle pfeiffer vai assumir o papel de debbie harry, a megera-mãe-da-megerinha. a direção é do coreógrafo (tá explicado) adam shankman (adam quem?). mas tenho a tendência a não acreditar em remakes. sempre que tentam dar uma abordagem “moderna” a um clássico, fica uma droga. alguém conhece algum que não tenha ficado sofrível?
back to 90’s
instalei o kubuntu no macmini. não deu nenhum trabalho, exceto pelo fato do mac nao ler direito as particões – e isso me obrigou a instalar a parada no disco todo, e nao somente nos seis gigas planejados inicialmente. depois de algumas horas moendo e moendo, eis que o danado salta na tela e roda bonitinho, deu até gosto de ver. tem firefox, open office, um monte de coisinhas bobas. a internet parece mais rápida, com menos ruído. a interface do kde lembra um pouco a do windows (o que é um ponto a menos, porque nada mais tronxo do que windows), mais simplificada.
e é precisamente aqui que o meu bode pasta, na interface.
sou um usuário metido a besta. por esse motivo migrei pro macOS em 1999 (antes disso fiquei usando linux red hat por mais de um ano no meu pc antigo). o macOS foi melhorando, ficando mais sofisticado etc. mas parece que o linux ficou exatamente no mesmo ponto. nesse exato momento estou me sentindo em 1998. claro que hoje, dez anos mais tarde, o sistema tá mais estável, mais robusto etc. etc e etc. mas meu bode continua reticente de provar desse pasto.
vez ou outra, explorando os programas, me sinto usando o windows 3.11. os messengers, então, dão calafrios de tão toscos. a iniciativa open source sempre foi ALTAMENTE apoiada por esta pessoinha aqui, assim como a “pirataria sustentável” (sem exageros, bóris). como o linux é massivamente adorado por programadores, parece que, em paralelo, os designers resolveram torcer o nariz – talvez em protesto por nao terem ganho o espaco que precisavam. enfim, não perco a fé. um dia o sistema vai ser tão amigável que será possível instalar um programa sem ter que digitar linhas de comandos (parece piada, mas não é). vai ganhar uma análogo de photoshop decente (o equivalente, gimp, continua precário) e drivers pra reconhecer sua placa de som (porque isso NUNCA acontece!).
quebrar a patente do remédio pra AIDS é como piratear todos os sistemas operacionais do país. ou seja: uma boa idéia. imagina que o governo paga U$ 1,59 por comprimido, o que, multiplicado por 30 (dias), dá 47,7 doletas. convertido pro real, tomando por base um câmbio de 2,10, dá R$100,17 por pessoa – agora imagine o numero de aidéticos no brasil e faça as contas. tanto melhor, na luta entre o interesse público de um país de terceiro mundo e o interesse da quadrilhardária indústria farmacêutica, venceu a parte mais “fraca”.
leia mais no julionews
03/05/2007
eis aqui um layout genérico pra lembrar todos os dias a preguiça construir um novo lar pro meu blog véio.
saiu na coluna de monica bergamo de hoje:
“Fogueira
Um caminhão de Roberto Carlos vai estacionar hoje, às 10 horas, no depósito da editora Planeta, em Barueri, para recolher os 10.700 livros de sua biografia, “Roberto Carlos em Detalhes”. A Justiça proibiu que eles fossem vendidos e determinou que sejam entregues ao cantor. Uma parte deve ser descarregada num depósito de Roberto, em Diadema, onde são guardados seus equipamentos musicais.Outra pode ir para um escritório na av. Paulista. Roberto já decidiu: vai destruir os livros. A primeira idéia é simplesmente incinerá-los. A outra é reciclar o papel em que estão impressos. O material seria vendido e o dinheiro, doado a instituições de caridade”.
uma intervenção desse tamanho é até uma bênção, torna a coisa mais viral. joga o pdf na internet e o “rei” não vai poder estacionar seu caminhão em lugar nenhum. se os burocratas já fizeram a merda de proibir – e é proibido proibir -, joga no vento e deixa o publico decidir.
penso no dinheiro, ela sequer se preocupa em ligar. meu lugar agora é aqui, por enquanto, até a segunda chamada. queria poder me esticar mais, mas o espaço ainda é limitado. tento, tento e tento derrubar as paredes de concreto mas, ao final das contas, a rigidez do cinza me vence – a massa branca dos meus braços não são páreo para quase nada.





