Escrevi isso em 2003:
quero que amanhã o dia acorde em agosto. e que fique escuro mais cedo. e que precise de edredons pra dormir. quero dar pulos no banheiro enquanto espero o chuveiro esquentar. quero pensar duas vezes antes de sentar na privada fria. quero sofrer pra lavar a louça. quero tomar sopa de ervilha ou de cebola. chocolate quente. desvairadamente. quero usar casacos e muitas camisas – uma sobre a outra, do jeito que eu gosto. quero vidros embaçados. quero cortinas fechadas e me deliciar nos tons sóbrios que os dias frios trazem.
cinco anos depois, posso dizer que tudo o que eu quero é exatamente o oposto.