as flechas ligeiras chegam antes, rasgando o vento e se alojando nas paredes. depois vem a batida do tambor, os passos, os gritos de guerra e, finalmente, a inspiração profunda cheias de pensamentos-diretivos, do tipo “você pode, você é capaz”. hora de enfrentar os homens armados, tomar bala no peito, enfiar a faca no pescoço do outro. mas as células nao assimilam e o pensamento é atingido por um projétil, por outro e por outro. no fim, você volta a ser o que você sempre foi, criaturazinha miúda, cheia de derrotas nas costas – as mãos cheias de sangue, o corpo vazio e suspenso. ninguém sabe o que você quer. mude de nome e de cidade, tente nascer de novo.