por mais que mil edredons estejam empilhados sobre ela, enterrada e esquecida, a lembrança daquela caixinha vermelha martela meu pensamento, corrói e viola minha virtudes. tremo ao ser civilizado, tento não desabar e deixar a caixa exposta a quem quiser ver. a caixa vermelha que guarda a poeira de uma história curta, mas cheia de consequências indesejadas. vejo quando você não me vê, percebo seus atos, consigo até mapear algunas aspirações. e chego à conslusão que a gente tem pouco a ver um com o outro. odeio seu traço, seu cheiro lembra vinagre, falta-lhe um dente. mas há alguma coisa que me prende ali, à sua respiração, ao seus enredos. algo maior que eu, mas provavelmente menor que você. e eu que tenho que pagar a conta.
21/11/2010
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