02/08/2009

desjejum

Filed under: carne e osso,o cozinheiro — by ignoremode @ 22:52

I like to think about the life of wine. How it’s a living thing. I like to think about what was going on the year the grapes were growing… how the sun was shining… if it rained. I like to think about all the people who tended and picked the grapes and, if it’s an old wine, how many of them must be dead by now. I like how wine continues to evolve. Like,
if I opened a bottle of wine today it would taste different than if I’d opened it on any other day. Because a bottle of wine is actually alive and it’s constantly evolving and gaining complexity. That is, until it peaks and and then it begins its steady, inevitable decline. And it tastes so fucking good.

(from Sideways)

18/04/2008

fogo de palha

Filed under: o cozinheiro — by ignoremode @ 17:53

pedacinho a pedacinho, o que era sólido vai derretendo, e a fumaça de uma hora pra outra se espalha, toma conta da casa, passa por baixo da porta, encontra o corredor e se aloja nas narinas dos passantes. dá pra ouvir  um “que cheiro bom” embolado em meio a um suspiro, diminuído pelo giro da chave, pelo bater das maçanetas.  a cebola encontra a manteiga borbulhante: a alquimia ganha cor e corpo – e se desembesta para as ventas alheias, pelas janelas, pelos póros das paredes, por todas as frestas possíveis. acontece finalmente a avalanche de carne – a fumaça escurece um pouco – e a labareda cresce agitada. mexe, vira, cuidado com o fogo, “cheiro bom. cheiro bom”, mexe mais um pouco, salpica uma pimenta do reino aí – não, pimenta não – então deixa assim mesmo, só carne e cebola e manteiga. porque quanto mais simples, mais gostoso. os cubos dourados se alojam no prato, a ânsia de destruir o castelo se acirra, os narizes vizinhos sucumbem aliviados, esfomeados, e correm tateando ao encontro de suas próprias panelas.

17/09/2007

a panela

Filed under: o cozinheiro — by ignoremode @ 12:25

foi por causa de um riesling suíço – um presente, na verdade – que voltou essa vontade louca de voltar a cozinhar. fazia tempo que não remexia a cozinha, sujava louça ou arriscava uma refeição decente feita de sobras indecentes na geladeira. mas aconteceu, e foi por causa desse vinho que sentiu que já era hora de abraçar seus velhos hábitos, dialogar com a casa novamente. uma bancada nova para a tv, talvez: jogar fora isso e aquilo, passar um rodo, abrir a janela e deixar o sol entrar. porque só hoje, talvez amanhã, a casa se abra para seu filho novamente.

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